10 Fevereiro, 2009 - 20:12
Paulo Portas teceu duras críticas à proposta de redução das deduções fiscais dos «mais ricos» em benefício da classe média, anunciada esta terça-feira pelo primeiro-ministro, José Sócrates, justificando que a mesma poderá travar a «ascensão social e desincentiva o trabalho».O líder do CDS-PP, Paulo Portas, acusa José Sócrates de pretender que «os sete escalões do IRS tenham deduções progressivas», impedindo que contribuintes de classes mais baixas possam «subir legitimamente na vida».
As palavras de Paulo Portas foram proferidas em sede do partido, onde aproveitou para avançar com algumas alternativas à proposta do Chefe de Governo que passam pela implementação de um modelo de IRS «simplificado», com três escalões e «menos imposto a pagar para a maioria das pessoas».
Paulo Portas entende que, através deste modelo que entende ser «mais simples, mais competitivo, mais transparente e mais justo», a contribuição passará a ser «calculada em função do número de filhos» e as deduções podem ser substituídas por um «valor de existência familiar».
Para os democratas-cristãos, neste cenário, quem trabalhar mais «fica com mais rendimento para si», contrariamente ao que sucederá com os pressupostos do modelo proposto por José Sócrates, onde «quem subir um bocadinho na vida vai pagar mais», o que retirará aos trabalhadores o incentivo para «trabalharem mais», refere a Lusa.