O aumento «não custa um tostão ao Estado. Quem paga são as empresas, são as pessoas, são os pobres, normalmente os pobres que empregam outros pobres», afirmou o economista.
A iniciativa social-democrata foi levada a cabo para discutir políticas alternativas.
Para João César das Neves, o combate à pobreza foi também prejudicado pelo novo regime jurídico do divórcio e a criação do Rendimento Mínimo Garantido.
«Quem compra os produtos produzidos pelas pessoas que recebem o SMN são pobres», afirmou João César das Neves, alegando que esses consumidores passaram a pagar preços mais elevados como resposta aos aumentos.
Para o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, também presente no fórum, os vários formulários que têm de ser preenchidos para receber apoios são um obstáculo no combate à pobreza.
A mesma fonte aponta ainda os baixos salários como fomentadores de exclusão social, alegando que quem recebe «salários abaixo do limiar da pobreza» era «preferível não ter emprego», refere o Público.

