No ano passado, a DECO foi contactada por 381 790 consumidores. Os produtos e serviços dos sectores das telecomunicações, banca e de compra e venda foram os que originaram maior número de reclamações.
Em declarações à Lusa, a jurista da associação Ana Tapadinhas explicou que um grande número de consumidores recorreu à DECO para apresentarem as suas reclamações dado que o «pacote contratado não correspondia ao serviço prestado» pelas empresas de telecomunicações, no serviço integrado de telefone, televisão e Internet.
O serviço de defesa do consumidor foi contactado por mais de 102 mil clientes com queixas sobre «acesso e velocidades de ligação à Internet, e os jogos e toques de telemóvel», adiantou a jurista.
Os serviços bancários foram também dos sectores mais visados. À DECO chegaram mais de 65 mil pedidos de ajuda. Neste campo, as principais razões prenderam-se com a «violação do dever de informação» no que se refere ao crédito e «os entraves que pretendem travar a mobilidade na transferência bancária».
Ana Tapadinhas frisou também que o sector de compras e vendas de bens de consumo também teve um número considerado de reclamações, sobretudo, questões que se prendem com a tentativa do cliente em «accionar a garantia» devido a avarias dos equipamentos, ou nos casos de vendas agressivas.


