O estudo foi elaborado por Francisco José Veiga, da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho. Segundo o professor, apesar de nunca ter sido feito um estudo deste género em Portugal, já existiam provas empíricas claras sobre a influência da economia nos resultados eleitorais.
«Este facto deriva, em parte, da recente implantação da democracia no país, que data de 1974, há apenas 33 anos, pelo que o número de eleições legislativas nacionais é relativamente pequeno, com apenas em 13 actos eleitorais», explicou Francisco José Veiga.
Nesse sentido, segundo refere agência Lusa, o professor optou por usar os dados a nível municipal, o que resulta numa base de trabalho com mais de duas mil observações.
«Os resultados mostram que os eleitores portugueses responsabilizam os governantes em exercício pela situação económica, punindo-os ou premiando-os através do voto», referiu.
Para o autor do estudo, «a performance da economia nacional é tomada em consideração no momento de votar», nomeadamente os indicadores relativos à inflação, ao desemprego, ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e ao crescimento do produto industrial.
As transferências das verbas do Estado para as autarquias também influenciam no momento de voto, concluiu o professor da Universidade do Minho.


