Os 12 hospitais que começam a partir de hoje a efectuar IVG até às dez semanas, a pedido da mulher, juntam-se assim às três unidades que já fazem interrupções voluntárias da gravidez até às dez semanas, como o hospital de Portimão, o Garcia de Orta, em Almada, e a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa.
Em declarações à Lusa, Jorge Branco, presidente da Comissão de Saúde Materna, justificou a antecipação com a forte procura, adiantando que «a pressão da população é muito grande. Desde que cumpram a lei não me parece que seja um problema».
Até ao momento, o hospital de Matosinhos e o São Francisco Xavier, em Lisboa, são as duas únicas unidades hospitalares em Portugal Continental que já informaram que não vão praticar a IVG, dado que todos os seus profissionais de saúde acabaram por invocar a objecção de consciência.
Recorde-se que no arquipélago dos Açores, apenas o hospital do Faial vai avançar com a IVG, uma vez que nas outras instituições todos os médicos alegaram igualmente ser objectores de consciência, segundo refere o Diário Digital.
De salientar que a ausência de médicos para realizar a IVG obriga, de acordo com a lei, a unidade hospitalar a contratualizar o serviço com outro hospital, mediante pagamento.


