De acordo com a Quercus, das 533 praias ou zonas balneares portuguesas, 12 estão totalmente interditas, dez das quais são interiores, não devendo ser utilizadas para banhos. Apesar de algumas não apresentarem análises pouco positivas, as autoridades de saúde estão a optar pela interdição como medida de precaução.
Algumas interdições não estão relacionadas com a qualidade da água, como é o caso da praia de Piodão em Arganil, onde a interdição é justificada por falta de infra-estruturas.
Os dados indicam que 22 zonas balneares já apresentaram, pelo menos, uma análise má, num total de 24 análises negativas.
A ocorrência de alguma precipitação motivou muitas das análises negativas verificadas, nomeadamente as análises relacionadas com contaminação de praias costeiras a partir de ribeiras ou directamente das praias localizadas em rios ou albufeiras.
A pior zona balnear em termos de qualidade da água é Fráguas em Vila Nova de Paiva, com três análises de má qualidade. Esta praia iniciou o seu funcionamento normal mas entretanto foi interdita.
No que toca à bandeira azul, das 226 atribuídas às zonas balneares, seis já foram arriadas definitivamente, 16 foram arriadas por opção ou impossibilidade e uma não foi até agora hasteada.
A Quercus apela à população para que, por razões de segurança e saúde, utilizem apenas as zonas balneares classificadas como tal e sublinha que há uma extensa zona em muitas margens de rios e albufeiras que não devem ser utilizados para banhos.
As razões apontadas pela Quercus para a não utilização das zonas balneares, não a inexistência de vigilância adequada, o não conhecimento dos riscos para a saúde pública ou a inexistência de infra-estruturas mínimas de apoio a «um correcto uso de uma praia».


