O ministro da Saúde, António Correia de Campos, garantiu, na SIC, que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) reúne as condições necessárias para que se possam realizar interrupções voluntárias de gravidez até às 10 semanas. «O SNS tem condições de realizar aquilo que os portugueses pediram e dar serviços de qualidade e equidade», salientou o titular da pasta da Saúde.
Correia de Campos disse ainda que não quer anunciar para já quando é que a nova lei estará implementada no terreno, assegurando todavia que os melhores exemplos internacionais estão a ser estudados para depois serem usados em Portugal.
Já o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Pedro Nunes, disse na RTP que o SNS está no limite das suas capacidades de actuação, sendo necessário reforçá-lo para que se realizem as Interrupções Voluntárias de Gravidez.
«O Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tem capacidades físicas e humanas para responder», afirmou Pedro Nunes, adiantando que «as maternidades estão na totalidade dos seus recursos».
O bastonário salientou que com a vitória do «sim» haverá uma maior afluência aos serviços de saúde, sendo por isso «óbvio» reforçar o SNS com «mais meios» para praticar o maior número de actos.

