Segundo Luís Graça, presidente do colégio da especialidade de ginecologia e obstetrícia da Ordem dos Médicos (OM), este medicamento, usado de forma errada e sem a supervisão de um médico, pode provocar lesões graves nas mulheres e até mesmo a morte.
Citado pela agência Lusa, o especialista lembrou um caso recente em que uma jovem de 14 anos foi hospitalizada e acabou por morrer, depois de ingerir 60 comprimidos de misoprostol, sem qualquer acompanhamento médico.
Os efeitos secundários do fármaco podem variar consoante a dose e as características da mulher, mas pode provocar vómitos, diarreia intensa e o rompimento do útero.
Conforme adianta o Diário Digital, o misoprostol é um medicamento que só pode ser vendido mediante receita médica e é indicado para o tratamento da úlcera péptica e prevenção de lesões gastroduodenais, embora seja utilizado na indução do trabalho de parto ou no aborto terapêutico.


