28 Dezembro, 2006 - 01:00
Utilização de medicamento para aborto já matou em Portugal

A utilização do medicamento para o estômago misoprostol, que provoca o aborto, sem supervisão médica «é muito perigosa», tendo já ocorrido algumas mortes em Portugal.

Segundo Luís Graça, presidente do colégio da especialidade de ginecologia e obstetrícia da Ordem dos Médicos (OM), este medicamento, usado de forma errada e sem a supervisão de um médico, pode provocar lesões graves nas mulheres e até mesmo a morte.

Citado pela agência Lusa, o especialista lembrou um caso recente em que uma jovem de 14 anos foi hospitalizada e acabou por morrer, depois de ingerir 60 comprimidos de misoprostol, sem qualquer acompanhamento médico.

Os efeitos secundários do fármaco podem variar consoante a dose e as características da mulher, mas pode provocar vómitos, diarreia intensa e o rompimento do útero.

Conforme adianta o Diário Digital, o misoprostol é um medicamento que só pode ser vendido mediante receita médica e é indicado para o tratamento da úlcera péptica e prevenção de lesões gastroduodenais, embora seja utilizado na indução do trabalho de parto ou no aborto terapêutico.